Home
Árvore Geneológica
Calendário
Clube de Fãs
Curiosidades
Filmografia
Galeria de Fotos
Links
Livros
Memórias
Gladys Monroe tinha dois filhos do seu primeiro casamento com John Baker. Após o divórcio, John levou os filhos para viverem com ele e Gladys ficou sozinha. Decide então dividir um apartamento com a sua amiga e colega de trabalho, Grace Mckee, na zona Este de Hollywood.
    No Verão de 1924 Gladys conhece aquele que viria a ser o seu segundo marido, Martin Edward Mortensen. Mas Gladys achava a vida com Mortensen bastante aborrecida e, meses depois - imitando a sua mãe - simplesmente abandona o marido e vai viver novamente com Grace. Quase 10 meses após ter deixado o marido, soube que estava grávida e, no dia 01 de Junho de 1926, às 9:30 da manhã, no Los Angeles General Hospital, dá à luz uma menina a quem põe o nome de Norma Jeane Mortenson.
   Com apenas duas semanas, Norma Jeane foi entegue a uma família adoptiva. As razões eram óbvias: Gladys não podia deixar o emprego, não tinha ninguém para tomar conta da filha e a sua vida incerta era imprópria para a maternidade. Depois de ter presenciado a morte do pai e ter acreditado que morreu devido à loucura, depois de reflectir sobre o casamento falhado dos seus pais, Gladys sentia terror em criar uma criança.
Norma Jeane foi entregue à família Bolenders com quem viveu até aos 7 anos. Através deles recebeu uma educação religiosa bastante rigorosa.    Em Agosto de 1932 Gladys decidiu comprar uma casa e levou NJ com ela. Alugou um quarto a um casal de actores, para ajuda da renda. A vida mudou para NJ, habituada a uma conduta rigorosa, observava a mãe e o casal levarem uma vida boémia. Recebia dinheiro para passar a tarde no cinema e começou a ficar fascinada, Jean Harlow e Clark Gable tornam-se os seus ídolos.
Após receber a noticia da morte do avô, Gladys entrou em profunda depressão, julgando que a loucura fazia parte da família e que também ela estava destinada a sofrer do mesmo mal. Foi internada e NJ ficou entregue aos cuidados do casal de actores e de Grace Mckee. Mas a casa que sua mãe tinha comprado foi posta à venda, NJ foi entregue a uma família adoptiva e mais tarde entrou para o orfanato de Los Angeles onde viveu até aos 11 anos. Grace conseguiu a guarda de NJ e em Junho de 1937 levou-a a viver com ela e a sua família.
Em Nov. de 1937 NJ foi viver com os seus primos e mais tarde com a irmã do marido de Grace. Em 1942 o marido de Grace recebeu uma ordem de transferencia para West Virginia e toda a família foi com ele excepto NJ, pois não tinham condições para a manter. Antes de partir, mais uma vez, Grace arranjou as coisas para NJ: casar-se com o filho da vizinha, Jim Dougherty. NJ ficou arrasada com a noticia, mais uma vez a abandonavam, mas como gostava de Jim e não queria voltar para o orfanato, aceitou a decisão.
   Em 1944 Jim foi enviado para o Pacifico e Norma Jeane foi viver com a sogra, sentindo-se mais uma vez abandonada. Esta arranjou-lhe um emprego como inspectora de para-quedas na Radioplane Company. Um dia, uma equipa de fotografos com a missão de fotografar jovens raparigas que contibuissem para o esforço de guerra, entrou na fábrica. David Conover, o fotografo que a descobriu disse que o lugar dela não era ali, mas nas capas das revistas.
NJ despediu-se e candidatou-se a um lugar na Agencia de Modelos Blue Book. Descobriu que a câmara a adorava e nunca mais olhou para trás. Aclarou o cabelo e por incompatibilidade de entendimentos, pediu o divorcio a Jim: começou uma nova vida.
   No final de 1945 já tinha aparecido em várias capas de revistas e sonhava em ser actriz. A 19 de Julho de 1946 conseguiu um teste no estudio da Twentieth Century-Fox. Seria filmada durante breves instantes para apreciação do chefe de produção Darryl F. Zanuck. Este não ficou muito impressionado com a actuação, mas mesmo assim NJ conseguiu um contracto. Chamada ao gabinete de Ben Lyon, este sugeriu-lhe que devia arrangar um nome mais sonante. Numa questão de minutos nasceu Marilyn Monroe.
Zanuck continuava a deixar Marilyn de parte e no final do ano, ainda não tinha participado em nenhum filme. No entanto aparecia todos os dias no estúdio e tentava aprender todas as tecnicas, desde a maquilhagem à actuação. Em Fevereiro de 1947 a Fox renovou-lhe o contracto e entregou-lhe um pequeno papel naquele que viria a ser o seu primeiro filme Scudda-Hoo! Scudda-Hay. Todavia, em Agosto do mesmo ano o estudio não lhe renovou o contracto. Marilyn não desistiu; frequentava aulas no Actors Laboratory e tentava aprefeiçoar-se cada vez mais. Viu a sua sorte mudar quando se voltou para os estudios da Columbia, pintou o cabelo mais louro e começou a receber lições privadas com aquela que viria a ser a sua ensaiadora durante os próximos anos: Natasha Lytess.
Em Julho de 1948 foi aceite para representar um dos papeis principais no filme Ladies of the Chorus. Quando as filmagens terminaram ficou novamente sem projectos para o futuro. Sem dinheiro para pagar as suas despesas recorre ao fotografo Tom Kelly e pousa nua para um calendário.
   É também ajudada por Johnny Hyde da Agência William Morris, o qual lhe consegue alguns filmes, tais como,
Love Happy, All about Eve e The Asphalt Jungle entre outros. Hyde nunca chegou a ver a fama que alcançou a sua protegida. As Young as You Feel foi o último contracto que lhe conseguiu arranjar antes de sucumbir a um ataque de coração a 18 de Dezembro de 1950. Hyde deixa para trás uma Marilyn novamente inconsolável e novamente sozinha.
   Zanuck continuava a ignorar o talento de MM como comediante, mas sabia que o público quando a via, não via mais ninguém.
Nos meses seguintes MM aparece numa série de filmes de fraca qualidade, onde surge como "loira ingenua" e onde dá às suas personagens mais do que aquilo que elas valem. Muitos desses filmes só têm o seu lugar na história porque MM actua neles. No entanto vê a sua grande oportunidade surgir quando lhe é atribuido o papel principal no filme Don't Bother to Knock.
   MM conhece Joe DiMaggio no inicio de 1952; ela estava a tornar-se na estrela mais famosa de Hollywood; ele tinha-se reformado recentemente.
   Joe esperava que MM se tornasse numa mãe e dona de casa exemplar; este era o seu tipo ideal de mulher e, acrescentando que MM era uma mulher bonita e sexy, ele teria tudo a seu favor. Por seu lado, Marilyn apreciava o seu ar reservado e gentil, não se atirava a ela como os outros e isso fazia-a sentir-se especial. Além do mais, ela adorava criançase o seu maior desejo era poder ser mãe. No entanto havia conflitos entre os dois, Joe detestava Hollywood, Marilyn não sabia nada de baseball e Hollywood era a sua vida.
Em Junho MM voou até ao Canadá e gravou o filme que a consagrou definitivamente como estrela de Hollywood: Niagara. Antes do ano terminar começou a trabalhar no filme Gentlemen Prefer Blondes, seguindo-se How to Marry a Millionaire em Março de 1953. Em Junho desse ano, um sonho tornou-se realidade: MM, juntamente com Jane Russell assinaram os seus nomes e imprimiram as suas mãos e pés no cimento fresco em frente ao teatro chinês no Hollywood Boulevard.
No final do ano, Marilyn estava insatisfeita com o seu baixo salário e com os papéis que o estudio lhe dava para interpretar. O seu amigo e fotografo Milton Green sugeriu-lhe que talvez não fosse má ideia Marilyn formar a sua própria companhia de produção onde ela poderia fazer as suas próprias escolhas. MM rejeita o próximo filme que a Fox lhe apresenta e o estúdio suspende-lhe o contracto. Aproveita então esta altura para voar até São Francisco e casa-se com Joe DiMaggio a 14 de Janeiro de 1954. O casal parte em Lua-de-Mel para o Japão e MM é convidada a dar um espectáculo às tropas americanas estacionadas na Coreia. MM aceita e mais tarde relembra este acontecimento como aquele que lhe fez sentir verdadeiramente que era uma estrela. No entanto fê-lo sem o consentimento de Joe. Após a suspensão do contracto com a Fox, Joe esperava que Marilyn se voltasse para a vida doméstica, mas tal não aconteceu. Marilyn aborrecia-se como dona de casa e de volta a Los Angeles conseguiu uma reconciliação com os estúdios.
Joe discordava de toda a situação e quando, a 15 de Setembro, MM se preparava para filmar a famosa cena da saia que se levanta devido ao respiradouro subterraneo do Metro, Joe aparece e desagrada-lhe profundamente ver a esposa mostrar as cuecas a toda aquela multidão. Foi a gota de água. Semanas depois o divorcio era anunciado.
   Com
The Seven Year Itch concluido, Marilyn voa para Nova York e com a ajuda de Milton Green anuncia o estabelecimento da sua companhia, Marilyn Monroe Productions, a 7 de Janeiro de 1955. Durante este periodo Marilyn assiste às aulas de representação do Actors Studio de Lee Strasberg, continuando a sua demanda por um aprefeiçoamento cada vez maior na arte de representar. A esposa de Lee, Paula Strasberg, torna-se a ensaiadora de Marilyn.
   Sempre com medo de não conseguir alcançar o que o público esperava dela, Marilyn começou a viver momentos de grande ansiedade, constantes alterações de humor e era incapaz de adormecer. Milton Green arranjava-lhe todos os comprimidos que ela pensava necessitar e Marilyn começou a ficar viciada neles.
Em 1956 aceita um novo contracto com a Fox e prepara-se para filmar Bus Stop ao mesmo tempo que a sua companhia negoceia com Laurence Olivier para a produção daquele que seria o único filme da MMP: The Prince and the Showgirl. A sua companhia caiu por terra quando as desavenças entre Marilyn e Milton se tornaram insuportáveis para o bom funcionamento da empresa.
   Durante todo este periodo MM voltava-se um novo amor: Artur Miller. Quando ele obtém o divorcio, os dois anunciam o seu casamento e acabam por casar em Julho de 1956. Mas mais uma vez para Marilyn o casamento não é o ideal. Enquanto esperava encontrar em Artur o seu salvador na Terra, ele esperava encontrar nela uma deusa, o ideal de mulher. Ambos se equivocaram, ambos eram meramente humanos.
Numa tentativa de salvar a situação, Marilyn tenta engravidar, mas por duas vezes perde a criança, uma vez em 1957 e outra em 58 logo após o fim das gravações de Some Like it Hot . Inconsolável, convence-se que a culpa é dela devido ao abuso de drogas. Artur Miller vem preparando um filme para a esposa intitulado The Misfits, mas quando finalmente as gravações começam, o clima entre ambos é tão tenso que, o filme que foi escrito especialmente para ela, em que contracena com o seu idolo Clark Gable, em vez de ser uma alegria transforma-se numa dor fisica e psicologica insuportável. Miller constantemente altera o guião, Marilyn adoece várias vezes e tem dificuldade em lembrar-se das deixas. Quando finalmente as gravações terminam, Marilyn recebe uma terrivel noticia: um ataque de coração causa a morte da Clark Gable.
   MM separa-se de Artur Miller e refugia-se nos comprimidos que toma inconscientemente com champagne. Todos os dias da semana tem uma consulta com o seu psicoterapeuta Dr. Ralph Greenson, mas em vez das consultas a tornarem mais independente, tornam-lhe dependente do médico que se assegura que a sua paciente não o deixará, receitando-lhe doses excessivas de comprimidos. Durante todo este tempo, Marilyn consulta mais do que um médico e todos se asseguram que a actriz fica bem fornecida de comprimidos. Parece pouco ético da parte deles em o fazerem e parece que não comunicam entre si, pois MM toma uma mistura drogas que podem ser letais.
Marilyn regressa ao estúdio da Fox em Abril de 1962 para gravar Something's Got to Give. Durante as filmagens adoece várias vezes, muitas das quais vai trabalhar com 38º de febre. Aparece horas e até dias atrasada ao estudio, mas a 17 de Maio arranja forças e aparece em frente a uma multidão, mais radiante que nunca, para cantar os Parabéns a Você ao presidente J.F. Kennedy. A principio, o estúdio tinha-lhe dado permissão para se ausentar, mas devido a tantas faltas ao trabalho, arranjou este pretexto para a despedir.
   Todavia, o co-protagonista do filme, Dean Martin, anuncia que não faz o filme sem a Marilyn Monroe. Sem outra alternativa, pois há muito o filme já tinha ultrapassado o orçamento inicial, a Fox re-admite Marilyn e as filmagens são re-marcadas para Setembro. Marilyn fica eternamente agradecida a Dean Martin e faz arranjos para dar um novo rumo à sua vida: redecora a sua casa; despede a sua empregada e faz planos para o futuro. Considera acabar com as sessões de psicoterapia e talvez, quem sabe, voltar a casar com Joe DiMaggio.
Mas no dia 5 de Agosto o mundo acorda em choque: Marilyn Monroe é encontrada morta na sua cama, nua e com a mão pousada no telefone. A causa oficial de morte é anunciada: possível suicidio; mas ninguém quer acreditar.
   Todos os depoimentos sobre o que aconteceu na noite de 4 para 5 de Agosto de 1962 são contraditórios. Há tanta gente involvida que a incerteza sobre como morreu MM se mantém até aos dias de hoje.
   MM é hoje uma estrela, um mito, uma lenda. Mas convém recordar que foi uma mulher e que, tal como qualquer um de nós, viveu e amou, sentiu medo, tristezas e alegrias. Era sensivel em todos os aspectos e atraía multidões... a multidão identifica-se com Marilyn, querendo ser amada pelo que era, apenas a imagem que projectou foi amada. A multidão de admiradores continua hoje a crescer porque vemos em Marilyn aquilo que cada um de nós pretende para si próprio, agradar aos outros e mesmo assim sermos nós mesmos. Norma Jeane, também conhecida como, Marilyn Monroe conseguiu no fim, se bem que a um preço bastante elevado, o seu direito a cintilar.
Biografia escrita por Rita Oliveira, baseada no livro de Donald Spoto, Marilyn Monroe The Biography
© O Copyright de todas as imagens desta página pertence aos respectivos donos das imagens.